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Aula de esmaltação corda-seca

13 de jul.
3 min de leitura

Já pensou em fazer uma aula de pintura em cerâmica?

A técnica da corda-seca é um processo de decoração cerâmica que surgiu no mundo islâmico, provavelmente na Pérsia (atual Irã) por volta do século X, embora algumas fontes situem seu desenvolvimento mais amplo na Ásia Central e no Oriente Médio entre os séculos X e XII.

O método consiste em desenhar os contornos do padrão sobre a peça com uma mistura de óxido de manganês misturado a um agente gorduroso (como óleo ou cera). Essa linha, ao ser queimada, cria uma barreira que impede que os diferentes esmaltes coloridos se misturem durante a cozedura — daí o nome "corda seca", já que a linha de separação lembra um fio ou corda que permanece seca, sem absorver o vidrado.


Hoje usamos outros métodos de isolamento, sempre com um material ceroso ou impermeabilizante, como lápis cerosos, papel carbono e outros materiais de preferência do ceramista.


Como o objetivo é isolar as áreas coloridas é importante usar esmaltes que não sejam muito fluidos durante a queima de forma a não estragar desenho.


Existe uma outra técnica para a mesma finalidade chamada cuenca, mas com processo muito diferente.

  • Corda-seca: o contorno é desenhado com uma linha de óxido de manganês misturado a gordura (óleo ou cera), aplicada sobre a superfície plana da peça. Essa linha funciona como uma barreira "resistente à água" que separa as áreas de cor. Como o desenho é feito por cima, a superfície final permanece relativamente plana, e a linha divisória aparece como um sulco fino e escuro entre as cores.

  • Cuenca (também chamada de arista): aqui a separação não é pintada, mas sim moldada fisicamente. Usa-se um molde ou carimbo para criar sulcos em relevo na argila ainda úmida, formando pequenas "bacias" (daí cuenca, que significa bacia em espanhol) que já vêm fisicamente separadas antes mesmo da aplicação do esmalte. O relevo impede que as cores escorram umas nas outras.

Na prática, a cuenca permite produção em maior escala e de forma mais padronizada, já que os moldes podem ser reutilizados — por isso foi muito usada em azulejos seriados a partir do século XVI. Já a corda-seca exige mais trabalho manual e é mais versátil para desenhos complexos e únicos, sendo geralmente associada a peças de maior requinte artístico, como painéis decorativos e cerâmicas de luxo.

Outra técnica de pintura que é capaz de manter desenhos sem grande deformação é a majólica, originada na Itália.

A técnica majólica (ou maiólica) consiste em pintar desenhos sobre uma base de esmalte branco e opaco, aplicada em uma peça de cerâmica já queimada (o "biscoito"). É muito famosa por seu uso no Renascimento italiano. O esmalte branco serve como uma tela para receber pinturas coloridas antes da queima final. 

O processo funciona assim:

  • A base: O artista aplica um esmalte branco e opaco sobre a peça de barro crua já queimada. Esse esmalte esconde a cor natural da argila. 

  • O desenho: Sobre essa base de esmalte seca, mas ainda sem queimar, o artista pinta o desenho usando pigmentos coloridos (chamados de óxidos). É como pintar com aquarela em um papel absorvente. 

  • A queima: A peça vai ao forno de uma só vez. O esmalte de fundo e as tintas derretem juntos, criando uma imagem viva e brilhante


Para fazer uma aula avulsa de corda-seca basta entrar em contato pelo WhatsApp do ateliê, mensagem do site, email ou Instagram

 
 
 

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