Piração

Semana passada eu fui até a faculdade onde estudei para pegar o meu histórico escolar de graduação para entregar na pós. Foi uma sensação pela qual eu não esperava (alegria? Pertencimento?). Foi um privilégio muito grande estudar lá.

A lembrança dos ateliês, do convívio e até dos lugares aonde eu não ia (na quadra. Fazer o que lá?), tudo foi uma delícia. E aí eu abri meu histórico... tan, tan, tan! Eu tinha esquecido das minhas notas de modelagem em cerâmica. Notas baixíssimas!

Eu fiquei olhando aquilo e pensando, ‘por que hoje eu trabalho justamente com isso?’, ‘será que é pra compensar alguma frustração?’. Claro que foi piração de gente ansiosa, né. Eu pensei um pouco mais e me lembrei do ‘porque’ daquelas notas. Nossa professora era esquisitíssima! Ela deu uma nota pior que a minha para uma aluna que praticamente nasceu em um ateliê de cerâmica e já trabalhava com isso. Essa tal professora odiava quando alguém ia tirar alguma dúvida com ela. Ela odiava ter que explicar.

Conclusão: a gente pode passar a vida tentando agradar os outros, tentando fazer o que alguém acha melhor, ou melhor, se sentindo um lixo porque não teve ‘sucesso’ fazendo o que os outros achavam que era melhor, mas um belo dia a gente dá uma escorregada e acaba fazendo o que sempre deveria ter feito.

Tudo bem mudar de ideia, mudar a história, mudar de rumos. Ser bem sucedido é ter equilíbrio, é buscar, dentro do possível, viver a vida com prazer. Só este equilíbrio nos capacita para sermos seres humanos melhores, mais empáticos, mais coletivos, e mais felizes.



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